Métodos Contraceptivos
É muito comum ouvir nas ocasiões em que se discute esse assunto com os adolescentes, perguntas do tipo: o asseio íntimo com ducha vaginal depois da relação sexual previne a gravidez? Quando a relação é em pé há risco de engravidar? Uma menina pode engravidar na sua primeira transa? E muitas outras perguntas e afirmações mitológicas sobre como não engravidar. A resposta a todas essas questões postas acima é única. Em todas as situações há risco de engravidar sim.
Não importa que tipo de asseio se faça depois do ato sexual. O espermatozóide é lançado no canal vaginal durante a ejaculação ou até mesmo antes, no líquido lubrificante produzido pelo homem. Isso significa que na hora do asseio eles já estão bem longe do alcance de uma ducha íntima. O fato da transa ser em pé, de lado ou em qualquer outra posição também não altera em nada o percurso dos espermatozóides até o óvulo. Também não se pode pensar que porque é a primeira vez de uma garota os espermatozóides fiquem “cerimoniosos” e resolvam voltar sem fecundar o óvulo. Até mesmo porque eles não teriam para onde voltar não é verdade?
Outras garotas ao iniciarem sua vida sexual tomam decisões como: só praticar sexo anal; só transar durante a menstruação; fazer tabelinha; pedir ao parceiro que utilize o coito interrompido1, entre outras estratégias equivocadas, que passam de boca-em-boca como eficientes.
Tudo bem, sexo anal não engravida porque é anatomicamente impossível: não há como o espermatozóide migrar do canal retal para o vaginal. Porém, há que se ter cuidado com o líquido expelido pelo pênis durante a excitação. Esse líquido pode conter espermatozóides que em contato com a vagina podem ter acesso ao óvulo mesmo não havendo penetração vaginal. Outro fator também tem que ser considerado. Não se pode optar pelo sexo anal se essa não é uma escolha, se a experiência não é agradável aos dois e sim porque é mais seguro.
O coito interrompido é outra opção que não convém, pois no momento máximo da excitação pode não dar tempo de realizar o procedimento ou mesmo que tudo ocorra bem bastaria que uma gotícula de esperma caísse na vagina para que houvesse risco de gravidez.
A tabelinha também é um método arriscado, sobretudo no início da vida sexual e sem acompanhamento de um profissional. Esse é um recurso usado como paliativo e sempre orientado por um médico e acompanhado de outros métodos contraceptivos. Assim como no caso da transa durante a menstruação o fator regularidade do ciclo menstrual é fundamental, o que significa dizer que se o ciclo for irregular não dá para confiar nesses métodos.
Diante disso só o acesso à informação, a educação, assim como a conscientização e a orientação para o uso de contraceptivos, são as únicas formas de combater e prevenir a gravidez na adolescência. Tudo isso, porém, só será possível através da associação de ações educacionais e de saúde pública. Não basta ter a informação se o acesso a uma consulta, um aconselhamento, ou a uma cartela de camisinhas é truncado.
Espermicida
Espermicida é um produto, uma espécie de gel, comprado em farmácias sem a necessidade de receitas médicas e utilizado para matar ou imobilizar os espermatozóides evitando que eles cheguem ao óvulo. É aplicado na vagina pouco antes da relação sexual, mas não oferece o mesmo grau de proteção que a camisinha, por exemplo. O ideal é que seja usado junto com a camisinha aumentando assim sua eficácia.
Diafragma
O diafragma é outro método ideal que cãs bem com o espermicida. Aliás, ele só funciona assim. É um objeto côncavo, arredondado e de bordas, feito de borracha flexível. Para utilizá-lo é necessário aplicar-lhe o espermicida e em seguida inseri-lo no canal vaginal. Ele funciona como uma barreira de proteção do útero.
Camisinha

É o método contraceptivo mais seguro chegando a oferecer 90% de segurança em relação a gravidez. Além da gravidez previne também todo tipo de doença sexualmente transmissível. Além disso, pode ser utilizada tanto pelo parceiro (camisinha masculina) quanto pela parceira (camisinha feminina). Outra vantagem é que sua aquisição é fácil. Tanto pode ser adquirida gratuitamente nos postos de saúde como comprada a um preço módico em supermercados e farmácias. O único cuidado que deve ser tomado é o de observar se o produto tem o selo do imetro e se está dentro da data de validade.
Pílulas anticoncepcionais
Um dos métodos contraceptivos mais populares as pílulas ocupam o primeiro lugar no ranking dos métodos mais usados pelas meninas. Isso acontece, primeiro porque sua fama de método seguro é grande, segundo porque o acesso a esse produto também é muito fácil. Embora isso seja errado a maioria das farmácias não pede receita médica no ato da compra e muitas mulheres fazem uso desse medicamento sem orientação médica. É importante salientar que essa atitude não deve ser cultivada. O uso de qualquer medicamento por iniciativa própria é arriscado à saúde. As pílulas costumam provocar efeitos colaterais como aumento ou redução de peso, dores de cabeça, náuseas, tonturas, entre outros.
Anticoncepcional Injetável
O ideal a fazer é procurar saber é que o contraceptivo injetável retém liquido. Só que algumas mulheres são, mais predispostas à retenção do que outras. Então a é necessário saber para quais mulheres vai ser bom tomar.
Para algumas mulheres pode acabar com dores, enjôos e até mudanças de humores, que podem acontecer devido a outro tipo de pílulas. Então para mulheres que tenham mudanças hormonais é bom usar injetável, pois á injetável pode usar até de três em três meses, sem algum problema.
Neste caso o anticoncepcional contem dois hormônios: estrogênio e progestógeno, lembrando que a mulher menstrua normalmente. Para algumas mulheres podem engordar e sentir os seios maiores e doloridos. Tanto a trimestral como a mensal possui eficácia de aproximadamente 99,7%.
Adesivo Anticoncepcional
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O adesivo anticoncepcional é mais um tipo, de prevenir contra a gravidez, é um anticoncepcional transdérmico, muito eficaz. Os adesivos contem, dois tipos de hormônio, “estrogênio, e progestogênio” que são absorvidos pela pele.
O adesivo mais conhecido como EVRA, é o primeiro anticoncepcional transdérmico disponível para uso clinico. É um adesivo fino, do tipo matricial tem uma superfície de contato 20cm2 de área.
Feito por Janssen-Ciland por uma farmacêutica é composto por três camadas “interna de revestimento Flexível, que suporte estrutural e protege a camada intermediária”, uma camada adesiva intermediária que contém os hormônios. O adesivo contém 0,600mg de NGMN e libera na circulação 20 e 4560mcg.
Adesivos e anel vaginal: Os dois apresentam uma dosagem baixa e são super práticos. Mas, precisam de uma recomendação médica. A quantidade de hormônios pode variar nas duas opções de contraceptivos. Eles podem ser trocados semanalmente ou a cada 3 semanas, sendo ideais para mulheres que esquecem de tomar a pílula diária", diz Rosa Maria Neme.
DIU

Basicamente, o mecanismo anticoncepcional dos DIUs modernos (DIUs com cobre) é a liberação de sais de cobre pelo filamento que reveste a haste principal ou lateral. Após a colocação do DIU no útero, estes sais são normalmente liberados e possuem uma ação espermaticida muito importante. Em outras palavras, eles matam os espermatozoides, impedindo a subida dos mesmos pelas trompas, não havendo, portanto, a fecundação do ovulo. Dependendo da quantidade de cobre existente no DIU, ele vai ser mais eficaz e seu tempo de uso (permanência no útero) poderá ser mais prolongado, de acordo com a orientação do fabricante.
0 DIU está mais indicado naquela mulher que já tem filhos e quer espaçar mais a próxima gravidez (3-5 anos), ou quando a família já está completa; nas mulheres que apresentam contra-indicações aos métodos anticoncepcionais hormonais (pílula, injeção); logo após o parto, no período de amamentação, visto que este método não interfere na amamentação.
Os efeitos colaterais mais comuns são o aumento do fluxo menstrual e o aumento das cólicas menstruais. Estes efeitos podem ser controlados com a utilização de medicamentos, sempre sob supervisão medica. Geralmente, após os primeiros três meses de utilização, estes sintomas tendem a ser normalizar.
Pods - pílula do dia seguinte
Não resta dúvida então que o melhor remédio para não engravidar é prevenir, certo? Porém, se algo deu errado há um método contraceptivo de urgência: trata-se da “pílula do dia seguinte”. É um medicamento que deve ser usado quando, por acidente, falham os outros métodos. Importante: apenas em casos extremos. Não dá para ser irresponsável e sair por aí transando sem proteção e tomando a pílula toda vez que transa. A eficiência do uso da “pílula do dia seguinte” está relacionada com o tempo que leva entre a transa e a ingestão do medicamento. Quando mais cedo for tomada maior sua eficácia. Seu uso errado pode ser prejudicial a gravidez, por isso deve ser orientado pelo médico.

Sem sombra de dúvidas, o principal benefício principal do uso de pílulas do dia seguinte a prevenção contra a gravidez sem interromper o ato sexual, e para se ter uma idéia a cada 100 mulheres, apena 3 que tomam pílulas engravidam durante um ano.
Tendo também a diminuição do risco de câncer ovário, uterino, cistos ovarianos, artrite reumática e também gravidez ectopia, mais conhecida como tubária, além de possuir um ciclo menstrual regular e menos dolorosos.
Não há nenhuma vantagem em parar de tomar as pílulas anticoncepcionais, a menos que tenha problemas relacionados ao medicamento, sendo que quando há o desejo de engravidar , é recomendado que espere até que tenha pelo menos dois ciclos menstruais normais após a interrupção do uso do anticoncepcional.
Em relação das desvantagens de utilizar as pílulas do dia seguinte, podemos citar alguns problemas como:hemorragia apenas nos primeiros meses de uso do medicamento anticoncepcional, aumento do apetite, ganho de peso, depressão, pressão alta, ausência de menstruação, inchação nos seios, vertigem. Após utilizar três meses as pílulas anticoncepcionais faça a verificação da pressão sanguínea.
Lembrando que as pílulas anticoncepcionais não protegem você das doenças sexualmente transmissíveis (DST), como a AIDS, sendo que a única forma de preservação desta doença são as camisinhas femininas e masculinas de látex, onde no ato sexual deve apenas ser utilizada apenas uma de ambas.
Mito
A especialista afirma que usar anticoncepcionais por mais de um ano não prejudica a capacidade de engravidar. "Isso é um mito, depois de um mês de interrupção do método, as chances de engravidar voltam ao normal", explica.
Olho aberto
Tomar anticoncepcionais sem restrição médica pode resultar em diversos males para a saúde. "Os anticoncepcionais sugerem diversos riscos para saúde da mulher, quando consumidos de forma incorreta. Mulheres fumantes, acima dos 35 anos, devem evitar contraceptivos que contenham o estrógeno sintético, chamado etinilestradiol", alerta a ginecologista. A precaução evita problemas graves, como a trombose
Pílula do dia seguinte não é abortiva
As chances de uma gravidez indesejada praticamente foram a zero com a pílula do dia seguinte. Atualmente, existem dois tipos de cartela: uma de dosagem maior, com apenas um comprimido de 1,5mg de levonorgestrel. Ou na versão com dois comprimidos, cada um com 0,75mg de levonorgestrel. Mas este é um recurso que vale para casos de emergência , alerta a ginecologista Mirna Ugarte, do Hospital Juscelino Kubitschek, em Brasília. A dosagem de hormônios presente na pílula do dia seguinte é muito maior do que a contida na pílula tradicional .E isso traz alguns problemas. O primeiro deles é uma desregulada geral no seu ciclo, o que interfere no cálculo do próximo período fértil e, em conseqüência, no início da sua próxima cartela de anticoncepcional. Há ainda outros efeitos negativos de curto prazo, como náuseas, vômito e dor de cabeça.
Algumas mulheres, inclusive, sentem-se tão mal que precisam de um remédio anti-enjôos combinado à pílula. Se houver vômito até duas horas depois de tomar a pílula, a dose deve ser repetida , alerta a ginecologista.
Quanto à ação do medicamento, ela vai variar de acordo com a fase do ciclo menstrual em que ele for consumido. O levonorgrstrel pode inibir ou retardar a ovulação; dificultar a passagem do óvulo ou do espermatozóide; provocar alterações no endométrio, bloqueando a implantação do óvulo , afirma a médica.
Por isso é importante ingerir a pílula no máximo 24 horas após a relação sexual com risco de gravidez. Caso o ovo já tenha sido implantado, o remédio não surte efeito algum , explica Mirna Ugarte. É isso mesmo o que você pensou: a pílula do dia seguinte, como a tradicional, tem ação preventiva. E não abortiva, como muita gente pensa.
Isso sem esquecer a média de eficiência do anticoncepcional de cartela, muito maior: o risco de falha não passa de 0,1%, contra 5% da pílula do dia seguinte índice que vale apenas para a ingestão feita, no máximo, 24 horas após a relação.
Se você já tomava anticoncepcional e esqueceu o comprimido, volte a tomá-lo normalmente assim que lembrar. A pílula do dia seguinte não interfere na ação da tradicional. Mas, na dúvida, agende uma visita ao ginecologista. Seu médico certamente saberá dizer se vale a pena continuar a cartela ou esperar a menstruação para recomeçar , diz a especialista de Brasília.
Vale lembrar que a pílula do dia seguinte só vale como alternativa excepcional. Isso porque, fora os desconfortos trazidos pelos efeitos colaterais, ela não protege você contra as doenças sexualmente transmissíveis. Tenha sempre em mãos um bom preservativo e não ponha a sua saúde, nem a do seu parceiro, em risco.